CELEBRANDO O ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO NA RÚSSIA E CHINA EM MEIO À REBELIÃO POPULAR

Tradução feita, pelo Núcleo de Traduções – AMIP, de artigo disponibilizado no blog http://pukainti.blogspot.com/2019/10/celebrando-el-aniversario-de-la.html

Se não esmagarmos o imperialismo, se não destruirmos as velhas máquinas estatais em nossos países, se não aniquilarmos o revisionismo e o oportunismo, não teremos feito nada.

O Partido Comunista do Equador – Sol Vermelho saúda o proletariado internacional, os povos e nações oprimidos do mundo para comemorar o 102º aniversário da Revolução Socialista de outubro na Rússia e o 70º aniversário da Revolução de Nova Democracia na China, e conclama para que esta celebração contribua para a unidade de princípios do proletariado internacional, tomando como base o marxismo-leninismo-maoísmo, os aportes de validez universal do Pensamento Gonzalo ao MLM, e salienta que essa unidade só pode se sustentar na medida em que esmagamos o revisionismo e o oportunismo.

Nós os comunistas do Equador, elemento consciente da classe, camponeses pobres e demais massas exploradas, oprimidas porém rebeldes no país, celebramos estes dois marcos do proletariado internacional, em meio a uma sangrenta, determinada e vitoriosa luta contra a traiçoeira intervenção do imperialismo ianque que, usando o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo fantoche de Moreno, impõe um pacote de medidas econômicas que além de descarregar o déficit fiscal do governo na economia popular, pretende “repaginar” o capitalismo burocrático que está passando por uma de suas crises mais importantes neste presente século.

A resposta das massas tem sido contundente. Sob a consigna “A REBELIÃO SE JUSTIFICA!”, desencadearam uma importante jornada de lutas contra o regime de Lenín Moreno, demonstrando que é possível romper com o estágio de corporativização a que foram submetidas pelo regime fascista de Rafael Correa, em aliança com o revisionismo e o oportunismo mais podres da história desse país.

São dois caminhos que estão em tensão neste momento: o caminho burocrático, que atravessa sua bancarrota e tenta se manter pela via constitucional; e o outro, o caminho democrático que se expressa na luta, na rebelião, que vem cimentando as condições subjetivas para desencadear a grande tempestade operário-camponesa da guerra popular pela Nova Democracia.

Quanto maior a crise do capitalismo burocrático, maior a resposta repressiva que exerce a reação contra a classe e o povo. O regime acreditou que decretando um estado de emergência ou “toque de recolher” poderia neutralizar o crescente protesto popular. Não conseguiu, e agora ele desencadeia uma tenaz campanha militar contra o povo usando todo o seu contingente militar e uma estratégia operacional claramente sionista, fascista.

Temos tido baixas, seja na qualidade de feridos ou de prisioneiros. Essas baixas se reproduziram em todos os cantos do país, inclusive ceifando a vida de filhos do povo que deram seu sangue valioso pela justa causa do povo; mas também temos causado baixas ao inimigo, dezenas de agentes da repressão foram feridos, centenas foram capturados e presos. Às Forças Armadas e polícia imprimimos derrotas humilhantes, como a captura de oficiais e membros da tropa, destruição do parque militar, veículos, blindados, carros-patrulha, motocicletas, delegacias e, mais ainda, conseguimos remover o controle físico da Assembléia Nacional.

A grande burguesia e os grandes latifundiários também se colidem em dois cenários: o conluio, e a pugna. Hoje eles pugnam, e as expressões burocráticas representadas politicamente pelo correísmo tentam se mostrar como a vanguarda desta grande jornada de lutas, para resolverem suas contradições com a burguesia compradora. A burguesia compradora, por sua vez, se vê fortalecida pela guinada do governo às suas fileiras, em conexão com a antiga Igreja que colabora diretamente com o aparato de repressão; A imprensa burguesa, que desempenhou um papel estratégico nesta ofensiva, lançou seu discurso racista e discriminatório, na tentativa de reeditar um confronto entre “brancos” e “índios”, expressões vivas de algo que vai além do semi-colonial, aninhando-se em manifestações coloniais. Seguiremos em frente, porque a agenda da classe e do povo está clara e definida: revogação das medidas econômicas, a não-realização de qualquer alteração no Código Trabalhista e a destituição imediata deste regime brutal.

No entanto, o oportunismo continua a operar, continua se movendo entre o sangue do povo e suas aspirações de governar. A figura do oportunista já está desenhada, Yaku Pérez, prefeito de Azuay, que pescando em um rio revolto e embrutecido com sonhos de cão magro, quer se mostrar como ‘o chamado’ a liderar a rebelião popular, suscitando a necessidade de um governo de conciliação popular.

Embora seja verdade que o PCE-SV tenha desempenhado um papel de liderança entre as massas nesta jornada de lutas, é claro para nós que essa insurreição operário-camponesa deve ganhar terreno no contexto da crise que o capitalismo burocrático está enfrentando e da rebelião das massas cansadas de tanto abuso e repressão; que é um exercício conjuntural e que de maneira alguma se converte em uma luta pelo Poder na medida em que a estrutura do velho Estado ainda permanece intacta; no entanto, consideramos que toda essa experiência ajuda a criar as condições para preparar o início da guerra popular no Equador, não sem antes termos analisado e considerado também as ricas experiências deixadas pela Comuna de Paris e outras lutas do proletariado internacional.

Hoje, mais do que nunca, os fatos confirmam o que temos defendido, a importância de se colocar uma direção ideológica e política correta para as lutas do povo. O proletariado e sua ideologia como força fundamental, diretriz; o campesinato como a força principal. E também está cunhada, mais uma vez, a tese de que o caminho da revolução no Equador não será o da insurreição ou da greve política, mas o de cercar as cidades pelo campo.

Hoje, mais do que nunca, os fatos, as condições e as características que tomaram este levante operário-camponês nos reafirmam a abordagem e a necessidade de que a guerra popular seja o caminho, que não há nada nem ninguém que possa conceder o Poder ao proletariado e seu aliado estratégico, o campesinato pobre, que sempre lutou bravamente sobre as ruínas do velho Estado.

Com estes dois antecedentes – a comemoração do triunfo da revolução na Rússia e na China, e a rebelião do povo equatoriano – o Partido Comunista do Equador – Sol Vermelho reafirma sua firme e inflexível decisão de reivindicar, aplicar e defender o MARXISMO-LENINISMO-MAOÍSMO PENSAMENTO GONZALO, sobretudo O PENSAMENTO GONZALO, na medida em que sabendo que este nasce das peculiaridades da guerra popular no Peru, nossas sociedades têm muitos elementos que se identificam e que tornam válida sua aplicação à nossa realidade; continuar construindo as condições subjetivas para desencadear a guerra popular no país, a serviço da Grande Revolução Proletária Mundial; que a referida decisão responde à realidade objetiva do país claramente caracterizada como semi-feudal e semi-colonial; que nossa linha de construção dos três instrumentos para a revolução está envolta no que o Presidente Gonzalo nos ensinou, a construção concêntrica e simultânea; que essa construção só pode ocorrer em nosso país em meio à aplicação e desenvolvimento da violência revolucionária como sua característica específica; em permanente luta contra o imperialismo de todos os tipos, a ditadura dos grandes burgueses e latifundiários, a destruição do capitalismo burocrático e seu velho Estado, e a luta implacável contra o revisionismo e toda expressão do oportunismo.

CELEBRAR COM JÚBILO DE CLASSE O ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO NA RÚSSIA E NA CHINA!

VIVA O MAOÍSMO, ABAIXO O REVISIONISMO!

REIVINDICAR, DEFENDER E APLICAR O PENSAMENTO GONZALO!

VIVA O MARXISMO-LENINISMO-MAOÍSMO-PENSAMENTO GONZALO!

A REBELIÃO SE JUSTIFICA!

AFORA O PODER, TUDO É ILUSÃO!

CONQUISTAR O SOL VERMELHO DA LIBERTAÇÃO: O COMUNISMO!