No último 7 de Setembro, coisas como o patriotismo e a independência foram comemoradas. Mas, a pergunta que não cala, apesar dessa pretensa comemoração é: o Brasil é independente?

Desde de sua origem, como colônia de exportação, o Brasil é uma grande fazenda de matéria prima para as potências estrangeiras. Com o passar do tempo, adquiriu também a forma de quintal de exportação de capitais, onde o imperialismo, com seu capital rentista parasitário, sempre sugou dos mais pobres, em detrimento dos ricos.

Desde D. Pedro I, até Bolsonaro, nenhum “Império” ou “República” deu conta de eliminar essas mazelas de nossa nação. Ao contrário, estas lideranças inicialmente erguidas pelos latifundiários, posteriormente pela aliança entre estes e a burguesia burocrática, somente deu privilégio aos interesses do capital financeiro e usurário das potências que dominavam e dominam o mundo.

Isto é, apesar do Brasil não ser, há muito, uma colônia, é ainda uma semicolônia. Cheia de resquícios atrasados em sua produção, sem uma indústria nacional forte e sem a felicidade que o povo brasileiro pode conseguir desta terra de riqueza e abundância.

Assim, fica claro que os dois grandes problemas nacionais, os dois entraves à verdadeira independência do Brasil, são: o imperialismo e as classes dominantes vassalas dos imperialistas.

Sem eliminar estes entraves, nenhuma bandeira, desfile militar ou palavrório sobre autonomia e autodeterminação pode ser verdade.

Para falar em verdadeira independência, portanto, o povo brasileiro precisa conquistar esta independência.

Em primeiro lugar, cortando os laços de exploração que o imperialismo mantém aqui. Na prática, isto quer dizer nacionalizar todas as grandes empresas estrangeiras, bem como o capital destas, além de dar um calote sem qualquer concessão às dívidas que sugam as riquezas do nosso povo.

No entanto, sem apoio interno, o imperialismo nada poderia fazer aqui. Manter aqueles que, em primeiro lugar, trouxeram o imperialismo para estas terras e ajudam em sua manutenção é tão grave quanto manter os próprios laços de exploração do imperialismo.

Por conseguinte, a segunda tarefa para a independência do Brasil consiste em nacionalizar as empresas dos capitalistas burocráticos, isto é, aqueles que usam o Estado para crescer e sustentam um regime monopolista com isso; além de realizar uma verdadeira Revolução Agrária, que é a saída revolucionária para a realização da Reforma Agrária, desta forma, tirando a fonte de renda dos latifundiários (outros grandes responsáveis pelo atraso nacional, visto que lucram com a situação agrária e exportadora do país) e distribuindo terra a quem trabalha nela.

Cumprindo estas tarefas será possível manter as riquezas do Brasil dentro do Brasil, e iniciar neste país o desenvolvimento que levará à felicidade do povo.

Não sejamos ingênuos, porém. Uma vez que tais coisas jamais poderão ser realizadas com o consenso do bom senso. Ao contrário, somente a parideira de períodos históricos, a violência revolucionária, dará fim à dependência do Brasil.

Então, no dia em que for proclamada a República Popular nessas terras, teremos uma independência não só de aparências, mas de fato.

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