Já analisamos aqui ( https://amigodopovo.com/2019/politica/neoliberalismo-bolivia-e-a-ascensao-da-ofensiva-da-burguesia-compradora/ ) que a atual onda de políticas “neoliberais” é a ofensiva moderna do imperialismo e da classe dos Compradores.

As revoltas de massas, assim, seguem o imperecível axioma: “Onde há opressão, há resistência”.

No entanto, precisamos levantar e analisar algumas das lições que estes levantes das massas fornecem, bem como definir os rumos concretos da ação revolucionária daqui em diante.

Em primeiro lugar, é claríssima a urgência por uma direção forte, um mando teórico e prático que construa, junto ao povo, um novo mundo. Este mando teórico, entretanto, não pode cair em desvios aventureiros infantis de “esquerda” ou “conciliadores” de direita. É preciso que esse mando teórico construa, para e através das massas, a única garantia de poder político: um exército de libertação.

A teoria definitiva para esta questão é o marxismo-leninismo-maoismo, que direciona a construção de um Partido Comunista Militarizado, ligado às massas e que construa, no decurso da Guerra Popular, um Novo Poder de Frente Única. Sem isto, os esforços heroicos dos combatentes do povo serão afogados em sangue muito em breve, ou jogados no lixo pelos conchavos de “pacificadores de esquerda”.

Noutros termos: é momento de intenso combate ideológico contra o oportunismo e o revisionismo para estabelecer o marxismo de nossos tempos, o maoismo, como mando da libertação popular da América Latina.

Naturalmente, assumir um programa e uma fraseologia maoista é apenas vontade de ser revolucionário. É preciso concretizar esta vontade.

Por isso, em segundo lugar, chamamos atenção para a necessidade de construir a “três varinhas mágicas”, ensinadas pelo grande Mao Tsetung: o Exército, a Frente Única e o Partido.

Tudo isto é essencial, visto que, nos países em revolta, predomina a semifeudalidade, o capitalismo burocrático e a submissão nacional ao imperialismo.

Por consequência, a união de classes revolucionárias anti-imperialistas num novo poder, com um forte exército revolucionário forjado na guerra de guerrilhas e na construção de bases de apoio e zonas libertadas (exército este controlado pelo Partido, para nunca perder de vista seu objetivo derradeiro), é o único caminho possível para uma mudança real na vida do proletariado e do campesinato latino americano.

A construção das “três varinhas”, sem dúvidas, leva tempo. Mas, estes dias de intensa revolta popular, na verdade, valem por décadas inteiras.

Obviamente, a “receita de bolo” para estas ações não pode surgir de uma análise distante e com escassa informação. Todo revolucionário latino americano, na luta pela forja de seu Partido revolucionário, formando seus círculos e sua imprensa, deve (com o máximo de rigor) investigar a realidade concreta para chegar nas conclusões concretas, científicas, que guiarão a construção dos instrumentos da revolução.

Em terceiro lugar, ressaltamos a importância de cooperar, estimular, apoiar e, quando possível, dirigir as revoltas das massas populares, uma vez que neste espasmo orgânico, defensivo, espontâneo, está já a semente do consciente, planejado e sistematizado.

Disto decorre, também, a necessidade urgente de uma tática de Frente de Massas e luta urbana em protestos, visando demonstrar claramente ao povo com quem ele pode contar.

Por último, no Brasil, testemunhamos um acúmulo evolutivo de elementos subjetivos e objetivos para a explosão social. Porém, os revisionistas, reformistas e oportunistas de todo tipo teimam em plantar nas massas populares uma inércia doentia.

Para vencer esta inércia, para além de incansável trabalho de agitação e propaganda, formação de círculos maoistas, divulgação da imprensa popular, etc., é necessário ocupar os espaços tomados de assalto e aparelhados pelas hostes reformistas, revisionistas e oportunistas.

Portanto, falamos aqui de um combate prático, tenaz, sem limites, contra os entraves objetivos à revolução brasileira. Para não ficarmos nas boas intenções e na fraseologia oca, é preciso começar desde já.

Logo, de um modo geral, a situação atual da América Latina representa a necessidade imediata de pôr o maoismo como mando das revoluções que surgirão, se tais medidas forem postas em prática, do seio desta crise dos Velhos Estados e do ataque dos Compradores, forem postas em prática a revolução estará em nosso horizonte imediato.

ERGUER ALTO A BANDEIRA DO MARXISMO-LENINISMO-MAOISMO!

CONSTRUIR O PARTIDO COMUNISTA MILITARIZADO!

VIVA A GUERRA POPULAR

ABAIXO O IMPERIALISMO!

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