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Agitação - Política - 11 de setembro de 2019

Organizar os Estudantes Contra os Desmontes na Educação

I – Colocação do Problema

Bolsonaro e sua corja de parasitas engravatados, há meses, vêm atacando a educação. Cortes orçamentários, cortes de bolsas de pesquisa e, mais recentemente, segundo tomamos conhecimento, anunciaram a fusão de mais de quarenta cursos na UNESP. O que significa “corte de gastos”, ou seja, menos qualidade de ensino, mais funcionários demitidos e, por consequência, mais um episódio de desmonte da educação.

Tais coisas não podem virar rotina.

Todos os progressistas, patriotas e marxistas que atuam na área do ensino devem organizar o combate sistemático às medidas inescrupulosas da cúpula de sanguessugas no Congresso.

II – Como Agir?

A experiência histórica de lutas dos estudantes brasileiros mostra que somente a ação combativa pode dar bons resultados. Ação esta que deve ter dois nortes: prejuízo financeiro ao Velho Estado e mobilização nas ruas.

Em 2016, as ocupações que tomaram todo o Brasil demonstraram isso, demonstrando também a eficácia dessa tática. No entanto, Bolsonaro e seus asseclas não negociarão, não levantarão bandeira branca em face das ocupações. Ao contrário, aumentarão a repressão.

Para batalhar contra isso é preciso organizar, paralelamente às ocupações, manifestações e bloqueios de tráfego que, na prática, paralisem o ganho de lucro do patrão.

Os trabalhadores, além disso, devem ser conscientizados destes ataques para, com seu imenso poder de parar a produção, infligir sérios danos às classes dominantes que estão aplaudindo Bolsonaro.

Em resumo, as táticas para a luta contra os desmontes da educação devem ser: ocupações, paralisação do tráfego e convocação de greves em apoio a esta luta.

Noutras palavras, ligar a luta contra o desmanche da educação com a luta de todos os trabalhadores.

III – Passos Práticos Para a Luta

Devemos saudar aqui a iniciativa dos estudantes da UNESP, que já iniciaram ações judiciais para, no mínimo, ganhar tempo.

Entretanto, precisamos levar em conta que este mesmo Estado que tem o judiciário para o qual os estudantes apelaram, é o Estado de Bolsonaro, Weintraub e outros quadros anti povo.

Ou seja, é preciso desde já pensar em iniciativas que sejam apoiadas diretamente em quem faz a história: as massas populares.

Logo, os passos práticos para a concretização dessa luta são: primeiro, intensa agitação e propaganda, com o propósito de convencer os estudantes da justeza dessa linha de ação, bem como informar os trabalhadores desse crime contra a juventude; segundo, convocar assembleias nas universidades públicas para decidir, em definitivo, o plano de ação. Plano este que deverá ser absolutamente blindado de qualquer capitulação ou compromisso que, posteriormente, frações oportunistas e revisionistas da esquerda brasileira possam querer levar adiante. Por fim, colocar em prática a decisão das assembleias e destacar centenas de jovens para panfletar entre o povo, além de tomar conta das principais avenidas do país em dias e horários estratégicos.

IV – Conclusão

A juventude é a tropa de choque da revolução.

Essa máxima, formulada pelo camarada Stálin, reflete o poder de combatividade e iniciativa consequente da juventude.

Porém, no Brasil, por muito tempo, esta tropa de choque esteve cega pelas vendas colocadas pelos revisionistas, social-pacifistas e reformistas, direcionando esta energia infinita para compromissos e capitulação.

Esse momento deve ser superado. A ebulição atual no Brasil coloca aos estudantes a missão histórica de incendiar a pradaria do Velho Estado.

Deste modo, encerramos este escrito alertando a juventude contra todo e qualquer “jota” ou partido interessado em jogar às traças a justa rebelião da juventude.

Não aceitemos compromissos!
Refutemos a capitulação e o derrotismo!
Lutemos até o fim contra Bolsonaro e sua corja de parasitas engravatados!

Fora Bolsonaro! E Leve Seu Gado Junto!
Por uma revolução de Nova Democracia!