Sentimos o que podemos sentir, nem sempre percebemos o que sentimos, nem sempre sabemos traduzir em palavras aquilo que sentimos, mas isso não significa não sentir.

Se dividirmos a unidade do sentir em duas partes, o sentir bom e sentir mau, eu levantarei a bandeira de que se há algo pelo que se vale a pena lutar, é pelo direito de não sentir.

De não sentir fome, quando não se tem comida na dispensa.
De não sentir frio, quando não se tem uma meia pra calçar.
De não sentir impotência, quando não tem emprego pra sobreviver.
De não sentir tristeza, quando não se pode sair pra se alegrar.

Há alguns anos atrás eu diria que me sinto triste, com o frio chegando talvez colocasse a culpa na depressão sazonal, mas hoje percebo que não, nem por um segundo me entristeço. Mesmo sob o tsunami de problemas que estamos enfrentando, justo eu melancólico como sempre fui, hoje eu tenho um otimismo que nessas linhas me darei a permissão de chamar de.

Tenho fé, na vitória sobre nossos opressores.
Assim como Hercules teve em buscar o Cérberus no Inferno.
Tenho fé, que nunca mais alguém terá medo de se machucar por ser quem é.
Assim como Davi não teve medo por ser menor que o gigante Golias.
Tenho fé, que nada poderá nos desviar do caminho da vitória.
Assim como Ulisses teve para voltar para sua casa.

Há muitas coisas para aprendermos, há muitos livros para lermos, muitas lutas para lutarmos, e hoje meu desafio foi chegar até essas ultimas linhas, uma vitória pequena, mas uma vitória.

Venceremos a crise capitalista, venceremos a pandemia, mesmo que os poderosos nos neguem tudo para sobrevivermos, mesmo que nos queiram mortos.

Temos fé nas massas, tenho fé em nossa vitória.
Conosco a teoria, a verdade e o povo.

Tomaremos o céu de assalto!