O mundo parece cada vez mais estar rumando para alguma mudança, e olhando tudo o que a gente já fez, de bom, de ruim, a mudança é a única certeza, e a dúvida que fica em nós é se lutaremos pela mudança para o melhor?

As crises econômicas andam com menor espaço entre elas, e elas vêm agora sempre acompanhadas, com doenças psicológicas novas, pandemias incontroláveis, e essas situações sempre ruins, nos mostra que o sistema político-econômico, hoje vigente, está nos seus últimos suspiros, clamando por socorro.

Só que não há mais ninguém para socorre-lo de seu fim, há seus últimos filhos lutando bravamente por sua sobrevivência, mas uma luta perdida. Quem poderia salvar um apaixonado por algo que está com a morte marcada?

Como disse Mariátegui, falta um mito para a burguesia, falta o mito que os apontem o eterno, que os apontem a esperança de continuarem vivos, ele não existe. Por um tempo, em seus primórdios iluministas e revolucionários, a burguesia pensou que a razão e a ciência, poderiam ser esse mito, esse farol que indicasse a amante eterna ao apaixonado. E essa tentativa, esse farol, tratou de iluminar o contrário, tratou de mostrar que sua morte chegaria, não estávamos no fim da história, não estamos no fim.

Lenin enquanto estudava sobre a dialética diz, o que pode ser a frase do arco do nosso novo mundo, “a condição para o conhecimento de todos os processos do universo em seu “auto movimento”, em seu desenvolvimento espontâneo, em sua vida real, está na unidade das contradições.”.

E por que?

Para que nunca esqueçamos que tudo muda, tudo se movimenta, e o que é hoje pode não ser amanhã, que não há amor eterno, porque o eterno não existe, como disse Marx “tudo que é sólido se desmancha no ar”.

Hoje, somo nós -trabalhadores- o futuro, armados da razão e da ciência, somos os únicos a termos um mito, a revolução social!

E agarrados a realidade, de quem luta dia após dia para sobreviver, munidos de todas nossas armas necessárias, não há um só segundo que morramos, pois para nós o que nos resta é transformar!

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