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Filosofia - Formação - 1 de junho de 2020

O Que é Fascismo?

Atualmente, diante das ações do Velho Estado e da justa revolta das massas populares, adquiriu importância ímpar sabermos o que é fascismo.

Segundo o grande G. Dimitrov, o fascismo é a fase derradeira do domínio da burguesia.
É seu momento de desespero, de agonia, onde a máscara desejável não é mais possível e o despotismo passa a ser a única opção para conter as massas populares.

Os criadores do fascismo tradicional, ademais, deram diretrizes a este modelo de sociedade: Estado corporativo; Estado impulsionando o grande capital e “mediando” a luta classes (seja aparelhando sindicatos, seja perseguindo comunistas); contrariedade aos valores liberais e democrático-burgueses que já não lhe servem mais (em casos com o Integralismo brasileiro, um exemplo é a contrariedade ao Estado laico, por exemplo).

Coube ao Presidente Gonzalo identificar, além disso, as diferenças do “Novo Fascismo” nos países semicoloniais: a diferença entre o fascismo desejado pela burguesia burocrática e o almejado pela burguesia compradora.

Burguesia burocrática e compradora são frações, partes, da grande burguesia monopolista das semicolônias, ligada ao latifúndio e ao imperialismo. A burguesia burocrática é caracterizada principalmente pelos laços profundos com o Estado, enquanto a compradora é a representante direta dos interesses imperialistas.

Isto posto, sigamos com a diferença de “fascismos” de cada fração:

“(…) a diferença entre a reacionarização do Estado que [quer] a burguesia burocrática (corporativização baseada na participação organizada gremial e institucional) e a [reacionarização] da burguesia compradora [é que] esta não pleiteia a corporativização, senão o maior fortalecimento do poder presidencial como eixo do executivo que permita ao poder econômico monopolista, em essência ao imperialismo, exercer diretamente funções legislativas e de administração estatal, obviamente aponta a restrição crescente do poder legislativo e a manejo direto do poder executivo enrolado a concentração absoluta de funções; questões que socavam a estrutura estatal e a correlação de poderes do Estado demoburguês tradicional.”

Noutras termos, a fração burguesa burocrática, ligada ao Estado, busca a famosa corporativização baseada na institucionalidade organizada (i.e., os moldes mais “clássicos”), enquanto a burguesia compradora, ligada ao imperialismo, busca uma centralização do poder executivo, quer dizer, de ação, nas mãos presidenciais.

Os Estados burgueses, por conta das contradições do capitalismo, estão sempre em decadência. Em tempos de luta pela manutenção da exploração capitalista, ficam mais e mais reacionários. Só que onde há opressão, há resistência. Daí, exatamente, nasce a solução final: o fascismo.

A escolha do modelo é feita pela fração burguesa no poder. Entretanto, os resultados esperados são os mesmos: calar o povo e afogar em sangue a luta das massas.

Os antifascistas, portanto, devem compreender o fascismo; compreender as diferenças do fascismo de Vargas e dos civis e militares de 1964; compreender que embora ações fascistas isoladas não configurem um Estado fascista, são fortes indicadores.

Em poucas palavras: os antifascistas devem conhecer os inimigos para melhor combatê-los. Lutar contra um inimigo sem conhecê-lo, sem conseguir traçar uma clara linha divisória entre nós e o eles, é um atestado da derrota.

O fascismo é a última alternativa das classes dominantes, que agonizam de medo dentro de seus Bunkers. Sua forma seguirá as receitas de Plínio Salgado ou de Costa e Silva, dependendo de qual lado se encontra quem está no poder. Nossa luta, contudo, seguirá apenas uma máxima:

DERRUBAR OS TIGRES DE PAPEL!
QUE OS FASCISTAS TEMAM A IMENSIDÃO DO POVO!