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Filosofia - Formação - 3 semanas ago

Os Antifascistas

Conforme dissemos no artigo anterior, o fascismo é a forma derradeira de manutenção do poder burguês.

De igual modo, aqueles que lutam contra o poder da burguesia, em todos os seus estágios, foram os primeiros a lutar contra o fascismo: os comunistas alemães.

Ora, em todo lugar, em toda etapa do capitalismo, das crises da anarquia da produção etc., os comunistas enfrentaram as mais variadas formas de repressão e despotismo estatal.

Desse modo, ainda que formalmente o termo antifascista tenha nascido somente nos anos 1930 do século XX, a oposição revolucionária aos desmandos burgueses (em sua aparência democrática ou déspota) sempre partiu dos comunistas.

Em 1932, assim, o jornal comunista Rote Fahne proclamava a fundação da Ação Antifascista.

Naturalmente, isso não estava circunscrito à luta alemã contra o nazi-fascismo. 

O capitalismo é um sistema econômico que, dentre outras características, é mundial.

A decadência das burguesias, aqui ou ali, variam na magnitude e na forma, entretanto, inevitavelmente, acontece.

Por isso, o fascismo, em cada local e em cada particularidade nacional e histórica, assume cores e pautas diferentes: é uma Hidra de várias cabeças.
Antes da Segunda Grande Guerra, a União Soviética afiava as lanças diante da iminente ameaça do diabólico Führer e seus consortes.

Stálin, professor do proletariado, antevira a tempestade com clarividência somente possível aos que dominam com enorme destreza o materialismo dialético:

“O governo francês com Daladier à cabeça e o governo inglês de Chamberlain não querem envolver-se seriamente na guerra contra Hitler. Esperam ainda impelir Hitler para uma guerra contra a União Soviética. Se se recusaram em 1939 a constituir connosco um bloco anti-hitleriano, foi porque não queriam atar as mãos de Hitler, não queriam forçá-lo a renunciar à sua agressão contra a União Soviética. Mas nada resultará de tudo isso. Terão de pagar eles próprios pela sua política de visão curta.”
(Stalin, Um Outro Olhar. MARTENS, L.)

Contrariamente aos impropérios da imprensa burguesa, assim, levou adiante toda a construção material e a justa estratégia política que possibilitou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas atuarem como principais agentes da derrota do nazi-fascismo, inclusive, alcançando Berlim bem antes de qualquer aliado.

Na China revolucionária, de Mao Tsetung, também eclodiu o fascismo em duas formas: externa e interna. A princípio, com a invasão dos imperial-fascistas japoneses, depois, com a consolidação do despotismo do Kuomitang, nomeadamente na figura de Chiang Kai-Shek.


O presidente Mao provou, contra ambos inimigos, que as massas são os verdadeiros heróis e os reacionários são tigres de papel, porque apesar de assustadores na aparência, só o povo é que faz a história.


As lições das lutas dos comunistas ao longo da história não param por aí. 
Podemos elencar a ação heroica da resistência dos Partisan, do exemplo de internacionalismo que foi a luta dos espanhóis contra Franco, etc.

Poderíamos, além disso, apontar para as lutas armadas inspiradoras na América Latina contra os regimes ditatorias-fascistas patrocinados pelos imperialistas estadunidenses.

Sem dúvidas, cada um desses eventos merecem nossas saudações e mais sinceros elogios.

Não podemos esquecer, todavia, da lição fundamental de cada um desses episódios de luta contra o fascismo em suas diferentes formas, nas diferentes épocas: somente força material depõe força material.

O fascismo é, portanto, a força reacionária derradeira que deve ser atacada pela força revolucionária derradeira: a ponta do fuzil.