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Agitação - Brasil - 29 de abril de 2020

A Iminente Queda de Bolsonaro e a Nossa Luta

O fascista está desesperado com a sua iminente queda.

Por isso: desrespeita sempre que pode (de propósito) as normas de isolamento e distanciamento social; estimula o “apoio” da gente que também desrespeitam estas normas; discursa num ato em Brasília (que mais parece uma coisa comprada, considerando as faixas incitando um golpe com ele no poder) em defesa da nação, escondendo suas práticas genocidas contra a população trabalhadora que sustenta todo esse país e a quarentena dos ricos e parasitas.

A cúpula militar (que só aumentou em seu governo, uma vez que os milicos não saíram do poder desde 1985 como muitos imaginam) já o deixa de lado. A população, que já havia rejeitado em sua grande maioria quando das eleições de 2018, vide abstenção e votos nulos, já rechaça ele e sua corja.

Em outras palavras, as contradições inerentes ao seu governo e ao próprio sistema de exploração do povo em plena pandemia já estão com as veias abertas, inclusive para uma camada média que bate panelas dia sim, dia não, enquanto a empregada lava a louça (isso quando não esperneiam sobre os afazeres domésticos).

Daí, em mais um de seus inúmeros atos de desepero, diz em uma coletiva que ele é a própria Constituição. Se as suas políticas antipovo lembram bastante os Romanov no início do século XX, é bem verdade que esta frase se assemelha muito a de Luís XIV, “o Estado sou eu.”

Para a grande imprensa e os oportunistas de direita e de ex-querda, isso fere a democracia em si (burguesa, lembramos) e a falácia do Estado Democrático de Direito e suas instituições já falidas e desacreditadas pela corrupção dos políticos sanguessugas e pela sua própria natureza de ser um comitê de negócios dos banqueiros, dos latifundiários e das empresas que nos menosprezam e nos obrigam a trabalhar neste momento.

Porém, apesar do golpe de Estado preventivo em marcha conduzido por milicos de alta patente, cujo presidente operacional (no momento) é Braga Netto, este desespero precisa ser entendido como uma oportunidade.

Parece clichê dizer isso, mas, de fato, o povo já não aguenta mais suportar o que suporta e ter um verdadeiro palhaço que brinca com as nossas vidas como chefe do Executivo. Já alertamos aqui mesmo a possibilidade concreta de tomar o patrimônio dos ricos para enfrentarmos esta pandemia, visto que não há baixa na produção e eles continuam acumulando capital, e, também, a necessidade de nós, classe trabalhadora, conduzirmos o processo de derrubada do governo.

E aqui repetimos: não podemos depender dos panelaços e de mais um parasita no poder que enfeite a “democracia” com uma nova embalagem e que dificulte o depósito de míseros 600$ a quem não pode esperar nem mais um dia.