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Agitação - Política - 13 de abril de 2020

Construir O Novo Mundo

A crise do capitalismo força uma revolução. Resta saber se a burguesia revolucionará as formas de opressão ou se as destruiremos.

Um recente estudo publicado pela ONU prevê, em suma, que a pandemia do COVID-19 empurrará cerca de meio bilhão de pessoas à pobreza no mundo todo principalmente em países “emergentes” ou “subdesenvolvidos” — leia-se dominados pelo jugo imperialista –, fazendo com que estes países voltem 30 anos atrás devido aos custos no combate ao novo coronavírus. O que essa pesquisa esconde, na verdade, é que essa tal crise já estava em andamento e se aproximava há algum tempo. A pandemia apenas fez intensificar a crise, já que a recomendação é que, quem puder, fique em casa.

O mesmo estudo levanta ainda que, ao final da pandemia, aproximadamente 4 bilhões de pessoas podem “passar a viver na pobreza”.

Como se estas pessoas já não fossem pobres antes e durante a pandemia!

Uma vez mais, instituições como esta que sempre buscam saídas rasas para problemas estruturais e alarmantes do nosso velho mundo injusto e desigual mais uma vez trabalham para inverter a realidade da condição real do planeta antes e durante a pandemia.

Ora, se a vida em países subjugados já é extremamente opressora, se a maioria do mesmo planeta já sofria com os sintomas graves da doença chamada capitalismo (em particular, exploração do trabalho, opressões e precariedade total dos sistemas de saúde, etc), imagina com uma pandemia sem precedentes, que somente traz à tona ainda mais as condições desumanas nas quais os pobres do mundo enfrentaram e enfrentam?

Em uma megacidade como São Paulo, por exemplo, a mais afetada pela pandemia no Brasil, os desempregados e moradores de rua (esquecidos todos os dias) estão sendo tratados como verdadeiros animais no combate ao COVID-19.

Não só os trabalhadores de países como o nosso sofrem, já que é uma crise mundial — do capitalismo, intensificada com a pandemia do novo coronavírus. Na grande imprensa burguesa, chovem notícias de como, infelizmente, a maioria da população das nações imperialistas do “primeiro mundo” está sofrendo com as contradições sociais agravadas pela crise do coronavírus.

Bélgica, Reino Unido e, de maneira mais alarmante, Espanha, Itália e Estados Unidos. Neste último, mais uma vez o sistema de exploração econômica mostra sua faceta de opressão racista (nas palavras dos Panteras Negras): por conta da ausência de saúde pública, a maioria dos estadunidenses pobres (notadamente, negros e latinos) sente não só fisicamente os efeitos pandêmicos. É um ataque também à mente de nossos companheiros de luta, que frequentemente perdem entes queridos.

Em outras palavras, este momento pelo qual passamos serve, principalmente, para trabalharmos e evidenciarmos a verdadeira luta pela sobrevivência diária, sem ou com pandemia!

Por isso, convido-o(a) a, na medida do possível, seguir os conselhos da nota oficial da Liga Popular, publicada no nosso site. Devemos tomar os espaços públicos, fazer comitês populares de saúde pública, arrecadar e distribuir artigos necessários para a proteção contra a pandemia, além de instruir a todos sobre as recomendações para evitar o contágio de outros companheiros de luta e de vida.

Proteger a integridade física do povo, proteger sua moral e agitar seus espíritos de luta.
Esse deve ser nosso norte!