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Brasil - Política - 23 de março de 2020

Em tempos de pandemia, vamos falar de politica sim

Há quem diga, que o momento não é de falar de política, não é para criticar aquele ou esse, e sabe o que tenho a dizer pra esses? Enfiem seu humanismo puritano já sabem onde.

Se há um momento de mostrarmos a podridão e as contradições do sistema capitalista mundial, e do governo de generais e do fascista Bolsonaro, esse momento é todo dia, e o agora não é exceção. O povo tem o direito de saber quem está contra ele.

Estamos num momento complicado, pra não dizer trágico. Estamos confinados em nossas casas, isso quem pode estar, e como sempre no sistema capitalista, com o futuro incerto, mais uma vez o “livre mercado” nos deixa sem a certeza se conseguiremos sobreviver mais um ano ou dois. Se morreremos de fome porque não temos emprego para comprar comida ou se morreremos de um vírus porque não temos infraestrutura de saúde suficiente para nossa população, sabe como é né? Ter muito hospital não é necessariamente o melhor negócio para se ter lucro.

E a gente já sabe que o lema capitalista é: Sem lucro, sem chance.

Os pequenos empresários, os pequenos comércios, são os que tem maior chance de quebrar. Os trabalhadores formais e também os informais estão entre os que com quase certeza passarão necessidade, o futuro é incerto, e até o momento, do governo do velho estado brasileiro, não veio uma única ajuda concreta.

Quer dizer, o governo disse que daria R$ 191,00 –durante três meses– para o trabalhador que não tem careteira assinada, mas um deputado federal ganha em torno de R$ 33.700,00, é realmente, R$ 200,00 pra gente sobreviver deve dar, deixa eu só ver quanto custa uma cesta básico em São Paulo, em 2019 custava R$ 501,68.
Fontes: Dieese & Câmara Legislativa

É governo, se eu passar fome durante três meses, quem sabe no terceiro eu consiga comprar arroz e feijão.

Mas sabe o que não mudou? Sabe o que não muda?

O privilégio de classe que a burguesia tem na sua ditadura. Que mesmo em meio a esse momento, o Brasil um país de capitalismo-burocratico, onde há milhões de desempregados, tem que ler que “Socorro aos bancos é 11 vezes maior que à população mais pobre”.

Também nesta quarta-feira, o Banco Central (BC) anunciou que passará a comprar títulos soberanos do Brasil denominados em dólar (global bonds) das instituições financeiras nacionais. A opera-ção é com compromisso de revenda (repo). O estoque desses títulos é de US$ 31 bilhões (R$ 161 bilhões).

Essa é a primeira vez desde 2008, época da crise financeira internacional do subprime, que o BC faz esse tipo de operação. A operação aumenta a liquidez no mercado no atual momento de crise agravado pela pandemia da Covid-19.

Em nota, o BC informou que os títulos serão comprados com desconto de 10% em relação aos preços de mercado. “A medida entra em vigor nesta data (18/3), e visa a garantir o bom funciona-mento dos mercados.

https://monitormercantil.com.br/bancos-recebem-11-vezes-mais-que-populacao-mais-pobre

Os cupons para os mais vulneráveis – os pobres, não os bancos – terão valor equivalente ao do Bolsa Família (de R$ 89 a R$ 205 por mês) e poderão ser retirados por pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, desde que o beneficiário não receba nenhum benefício social, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).”

A ultima do governo dos generais, com fim de de salvar o empregador e assassinar cada vez mais o trabalhador, foi editar uma MP estabelecendo as seguintes ações:

  • empregador não precisará pagar salário no período de suspensão contratual, mas “poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal” com valor negociado entre as partes
  • nos casos em que o programa de qualificação previsto não for oferecido, será exigido o pagamento de salário e encargos sociais, e o empregador ficará sujeito a penalidades previstas na legislação
  • a suspensão dos contratos não dependerá de acordo ou convenção coletiva, mas poderá ser feito de forma individual ou coletiva
  • suspensão do contrato será registrada em carteira de trabalho física ou eletrônica.
  • acordos individuais entre patrões e empregados estarão acima das leis trabalhistas ao longo do período de validade da MP para “garantir a permanência do vínculo empregatício”, desde que não seja descumprida a Constituição
  • benefícios como plano de saúde deverão ser mantidos
    Fonte: Globo G1

E aí, você acha que não é mesmo momento de falar sobre politica?