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Agitação - Brasil - Política - 30 de março de 2020

Entre a Covardia e o Desdém

O cenário atual de agudização da crise econômica — que precede o Corona Vírus — coloca diante de todo democrata, patriota e progressista, as mais urgentes tarefas de mobilização contra Bolsonaro e Cia., como resposta urgente à continuidade do Golpe Militar Contrarrevolucionário Preventivo em curso.

Embora nem todos os setores da esquerda enxerguem o Golpe citado, não é absurdo afirmar que há o consenso de lutar contra Bolsonaro e suas políticas genocidas.

Diante disso, dois grandes caminhos são oferecidos pela corja oportunista, reformista e revisionista da esquerda brasileira: o da covardia e o do desdém.

A covardia vem na forma do discurso de “esperar até 2022”, “organizar panelaços” e quaisquer outras alternativas que, na prática, deixam a esquerda de mãos atadas.
Já o desdém é visto em ações como a do PCO, negligenciando a urgência de parar o avanço da pandemia e fazendo pouco caso das consequências do COVID-19 — na prática, um caminho de ação que apenas corrobora o discurso de reacionários como Luciano Hang e o próprio fascista Bolsonaro.

Se, de um lado, não devemos ser covardes e, por outro, não devemos ser ignorantes, qual o caminho justo de uma ação efetiva e que respeite os problemas enfretados pelo povo na atual crise sanitária?

O caminho da criatividade combativa das massas populares.

Incessante propaganda e agitação faz parte disso, porém, a constante avaliação de caminhos para greves, sabotagens, interrupções de trabalho, barricadas, etc., são outras formas de luta.

Organizar os verdadeiros democratas e revolucionários brasileiros para que, em pequenos grupos, possam fazer muito e aplicar — além disso — incessantemente a linha de massas, aprendendo com o povo, partindo de suas necessidades reais para elaborar reivindicações (tais como o direito à quarentena sem prejuízo ao ttabalhador, por exemplo) aproveitando da infinita criatividade para a luta, é o caminho justo.

Para além disso, é absolutamente necessário refutar e desmascarar os problemas fundamentais das táticas oportunistas, revisionistas e reformistas, partindo dos anseios do povo para uma plataforma de reivindicações concretas em cada localidade, unificadas sob a ação central de impedir o Golpe, empurrar as hostes fascistas de volta aos esgostos e construir a Revolução de Nova Democracia.

Somente levando com seriedade este caminho de ação, a partir desse exato momento, é que oferecemos combate real contra os inimigos do povo.