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Brasil - Política - 19 de fevereiro de 2020

GREVES POLICIAIS SÃO SEMPRE REACIONÁRIAS

I. PMs NÃO são trabalhadores

A Polícia Militar é o equivalente brasileiro da tradicional gendarmeria burguesa.

Isto posto, nada mais são que representantes do Estado, das classes dominantes e seus interesses repressivos.

Financiados pelo Estado, pagos por uma atividade baseada em violência, nada produzem; de um modo geral, a atuação social de tal camada em nada difere da atuação do lumpemproletariado.

Por que afirmamos isso?

A definição do Pte. Mao diz que:

Existe também um numeroso lumpen-proletariado, composto de camponeses que perderam as suas terras e de operários-artesãos sem trabalho. São os elementos mais instáveis da sociedade. Eles mantêm por toda a parte organizações de carácter secreto criminosas, organizações que, originariamente, eram de ajuda mútua na luta política e econômica. A atitude com relação a esse grupo constitui um dos problemas difíceis que se apresentam à China.
https://www.marxists.org/portugues/mao/1926/03/classes.htm

Noutros termos, a PM é uma aglomeração de filhos e filhas do proletariado que, porém, foram desproletarizados, ganhando o dinheiro por vias de violência e corrupção.

De modo geral, a grande diferença de um assassino, ladrão, agressor, traficante, viciado em drogas, e um PM é que estes primeiros, supostamente, são condenados pelo Estado — enquanto os segundos, ganham soldo do mesmo.

II. Greves e Greves

Apesar do fetiche em “greves” da pequena-burguesia de “esquerda”, devemos traçar aqui uma diferença essencial entre a luta econômica proletária e os ressentimento do lumpemproletariado.

O proletariado é empurrado para a situação de greve por uma situação defensiva, por nada dispor além de seu tempo para vender e, de anos em anos, ter que arcar com as crises em que os capitalistas arrumam e reduzem o valor do salário.

O lumpemproletariado, ao contrário, é caracterizado por meios escusos de ganhar o rendimento. O fato de, formalmente, terem um salário, não muda em nada a corrupção essencial característica da PM, bem como a atuação de milícias, favores e ganhos derivados de intimidação, suborno, etc.

Em uma palavra: fonte de renda “extra” um PM sempre tem, assim como qualquer outro lumpemproletário.

A questão aqui é que, a desvalorização de pagamento formal implica, também, numa desvalorização de sua imagem.

Isto é, uma subestimação de seu papel, além de seu poder.

Consequentemente, essas greves são como verdadeiras campanhas militares, reforço de poder, de imagem, de autoridade.

Naturalmente, apesar de todos os números acusando a corrupção, violência e campanha genocida que a PM conduz, “progressistas” citam razões morais para elevar os salários dos assassinos de pobres.

Estas razões morais, além de idealistas, justificam a existência de um Estado violento e reacionário e sua espinha dorsal militar, só demonstram quem quer o povo pobre brasileiro — principalmente pobre e negro — e quem — em nome de sacrossanto idealismo — fecha os olhos para estes inimigos de quem trabalha.

III. Mas e os PMs antifascistas?

A exceção confirma a regra, eis um axioma correto.
Uma excepcional e minúsculo grupo de “antifascistas” numa corporação diz o que, exatamente, sobre esta corporação?

Logo, se existem de fato policiais militares antifascistas na corporação, que sigam o exemplo de outros militares de esquerda e saiam dessa instituição podre

IV. Conclusão

Logo, greves que servem só pra reforçar o poder e a autoridade de uma fração social genocida e assassina em absolutamente nada diz respeito a qualquer compatibilidade de interesses com o proletariado, ou com os comunistas.

Se estão lamentando por mais dinheiro, que morram sem nenhum!

Nossos inimigos de classe não têm nenhuma solidariedade a receber, somente nosso ódio e desprezo.