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Mundo - Política - 1 de maio de 2020

I de Maio: Reforçar a Solidariedade Entre Os Trabalhadores Combatendo Bolsonaro e o Oportunismo!

O primeiro de maio é a data que representa o dia mais memorável à causa trabalhadora em todo o mundo. Debaixo dos mais acintosos ataques de direitos, demissões, humilhações e dificuldades diversas – especialmente nesse cenário de pandemia, onde podres burgueses e seus asseclas demonstram todo seu desprezo até por nossas vidas – os explorados seguem resistindo, em meio a um cenário voraz de acirramento das lutas de classes.

O ocupante da cadeira presidencial e fascista de marca maior, Jair Bolsonaro, merece especial menção por suas declarações de verdadeiro ódio àqueles que carregam esse país nas costas, sem fazer nenhuma questão de esconder ou disfarçar sua predileção pela sobrevivência dos “negócios” do empresariado que o apoiou (e apoia), em detrimento da vida e do bem-estar do povo. Sem qualquer escrúpulo, age cada vez mais na tentativa criminosa de manipular a população, desde a referência à onda de infecções pela Covid-19 como uma mera “gripezinha ou resfriadinho”, até o assédio psicológico terrorista para que os trabalhadores voltem aos seus postos de trabalho, sem nenhuma preocupação ou compromisso com sua vida e segurança. Afinal, como o próprio declarou, e daí?

Como se não bastasse, a casta de parasitas da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras centrais sindicais anti-trabalhador hoje se alia ao que há de pior na politicalha nacional para entoarem um tímido “Fora Bolsonaro”, ao lado de figuras decrépitas como Fernando Henrique Cardoso, João Dória, Wilson Witzel, entre outros bandidos da velha política. Está mais do que claro que a preocupação dessa corja nunca foi e nem será a vida dos trabalhadores, mas a manutenção dos seus privilégios de classe, verdadeiras mamatas estatais que hoje se encontram ameaçadas pela máfia bolsonarista. O oportunismo eleitoreiro é, portanto, um câncer a ser estirpado e rechaçado por todos os explorados da classe em sua justa e inevitável revolta contra esse sistema fétido e opressor, um capitalismo burocrático e atrasado que está ruindo aos olhos de todos.

Longe de ser só no Brasil, em todo o mundo é possível visualizar que a situação do proletariado se agrava. Nos Estados Unidos, 30 milhões de irmãos trabalhadores estão no olho da rua e dependendo de auxílio governamental. Na Europa, operários estão sendo demitidos em massa. Na África do Sul, a população já inicia o saque de mercados em meio à carestia generalizada. Fora muitos outros exemplos. E longe também de ser uma crise apenas em decorrência do novo Coronavírus, o monopólio de imprensa já vinha propagandeando a iminência de uma recessão antes mesmo do surto na China, o que demonstra que a epidemia apenas acelerou drasticamente esse processo.

Neste 1º de Maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores, nós da AMIP conclamamos todos os verdadeiros progressistas, democratas honestos, e a esquerda revolucionária como um todo, a elevarmos a bandeira da causa dos explorados no mais alto cume, homenagear todos os nossos mártires que tombaram na luta pelas reivindicações da classe operária em todo o mundo. Uma iniciativa que busca principalmente que nos posicionemos de forma combativa nesse momento de enorme dor e sofrimento, quando, por conta da crise histórica do capitalismo, centenas de milhares de pessoas (em sua esmagadora maioria proletários, e de outras camadas exploradas) estão morrendo, vítimas de um genocídio organizado pela burguesia e seus governos, que destruíram a maioria dos sistemas de saúde pública e, em meio à matança atual, se mostram como sempre mais preocupados em “salvarem” seus lucros do que os milhões de pessoas atingidos pelo Covid-19. Ante o avanço dessa crise, é preciso realizarmos uma manifestação de classe, de luta contra os patrões e seus governos, que estão organizando o genocídio do povo pobre e trabalhador. Mais especificamente no Brasil, uma manifestação que expresse a necessária luta contra todos os inimigos do povo (da falsa-esquerda de engravatados à extrema-direita bolsonarista), encabeçados pela figura do fascista Jair Bolsonaro, mas também todos os governadores reacionários, que em conjunto não vêm adotando nenhuma medida substancial para impedir ou parar a matança dos mais vulneráveis, e que agem como verdadeiros carrascos e coveiros do povo – que foi lançado à própria sorte.

Esta data deve servir para a reafirmação do propósito histórico do dia internacional de luta dos trabalhadores, que por nós deve ser defendido com fervor tal qual o fizeram nossos irmãos operários na Primeira Internacional dos Trabalhadores, sob a chefatura de Marx e Engels, superando a falsa ideia de que “todos os homens são irmãos”, para eternizar a consigna de que “A burguesia é inimiga mortal do proletariado!”. Assim o foi ontem, assim o é hoje… Que respondamos com firmeza, então, aos nossos carrascos: Quem irá para a cova serão vocês!