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Brasil - Política - 19 de maio de 2020

João Pedro: Mais um Caso Isolado

De um lado o fascista Jair Bolsonaro e o Governo dos Generais, pratica um genocídio impulsionado pelo descaso para com a atual pandemia do Novo Corona Vírus, de outro, ordena que sua Polícia Federal abra fogo contra os pobres.

Dessa vez, uma criança. Inocente. Sob o aval do igualmente fascista Wilson Witzel.
Conforme noticiou o jonal O Globo:

Um adolescente de 14 anos foi baleado e morto durante uma operação conjunta da Polícia Federal, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, na noite desta segunda-feira (18).

O genocídio contra os pobres é inevitável sob o capitalismo. O braço armado do Estado apenas enxerga inimigos de classe em uma favela, um barraco, um casebre.
Para quem trabalha, a polícia do Velho Estado só pode ser descrita decentemente por Shakespeare em “A Tempestade”:

“O Inferno está vazio e todos os demônios estão aqui.”

Alguém pagará por esse crime hediondo?
A justiça é cega?

A justiça é seletiva. Obedece às classes dominantes que financiam os juristas e burocratas; legisladores e braço armado.

Não por acaso, muito provavelmente, todo esse absurdo ficará impune, afinal de contas:

De acordo com os agentes, seguranças dos traficantes tentaram fugir pulando o muro de uma casa.

Foi tudo um acidente! Um acaso infeliz!

A justiça burguesa, enfim, é cega quando convém. Até porque a justiça burguesa, literalmente, legalizou o genocídio.

Desejamos, antes de mais nada, nossos pêsames e profunda solidariedade.

Junto com isso, exigimos uma outra justiça. Justiça essa que enxergue muito bem onde estão os inimigos dos proletários, camponeses pobres e demais oprimidos do Brasil. Uma justiça que os povos exerceram, através da história, com armas na mão: desde a Comuna de Paris, passando pela Revolução de Outubro e a Revolução Chinesa.

Uma tal justiça não pode vir de outro lugar, portanto: deve vir da Revolução de Nova Democracia, que vingue com o furor armado das massas populares todo o sofrimento que o Velho Estado inflige.

O Estado e seus representantes covardes morrem muitas vezes, todos os dias, moral e fisicamente. Entretanto, o povo heroico não perderá mais ninguém, assim que entender:

A resposta é transformar o luto em luta.