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Agitação - Política - 10 de maio de 2020

Liga Popular: Formação do Comitê Sanitário Popular da Comunidade da Mimosa (SP)

(A divulgação da seguinte nota foi autorizada pela Liga Popular e seus órgãos de direção)

Neste sábado (09/05/20), militantes da Liga Popular estiveram presentes na Comunidade da Mimosa, Zona Norte de São Paulo e, juntos aos moradores de lá, foi criado o Comitê Sanitário da Comunidade da Mimosa. A comunidade fica situada à beira da Rodovia Fernão Dias, região do Jardim Cabuçu e Jaçanã.

Os militantes arrecadaram mantimentos, roupas e produtos de higiene entre a própria Liga e os moradores da região supracitada durante a semana. Arroz, feijão, café, açúcar, macarrão, molho de tomate e biscoito de água e sal foram os alimentos. Já os itens de higiene foram cremes dentais, sabonetes líquidos e em pedra, xampus, condicionadores e máscaras artesanais feitas por uma das moradores da região supracitada.

A ação ocorreu por volta das 13h do sábado. A comunidade recebeu a Liga Popular de maneira muito receptiva. Foi possível notar que entre eles já havia uma organização bem sólida e consciente acerca da distribuição da arrecadação. Priscila, uma das moradoras, foi uma ponte crucial entre a Liga e os residentes durante a ação:

“Agora o momento é de consciência, de bom senso. Cada um pega o que precisa. Mesmo sendo comunidade, às vezes as pessoas pensam muito em si e nos seus familiares. Mas este é um momento de, principalmente, pensarmos em nós e também nos filhos dos outros. Quem tiver precisando de comida, pega só comida. Quem tiver precisando de higiene, só higiene. Quem precisar dos dois, pega os dois.”

O que foi emocionante e notável foi a consciência do pessoal. Como não foi possível ter kits em abundância devido à algumas limitações, o maior receio dos militantes era que famílias ficassem sem doações.

Mesmo assim, sobraram alguns itens e Priscila aconselhou a guardar os mesmos para uma próxima ação comportando as famílias (aprox.. 60) do interior da comunidade. Ela também se comprometeu em listar os nomes das famílias e o número de integrantes de cada uma delas e suas principais necessidades.

Ou seja, como eles mesmos disseram, necessitam mais do que itens de cestas básicas. Tanto é que os de higiene e proteção foram todos doados. Isto serve de lição a todos: ao contrário do que a grande mídia nos conta, dos políticos e das mentiras contadas diariamente, o povo é solidário, empático, organizado e consciente.

Como prova da organização dos moradores, os militantes perguntaram se eles precisavam de alguma ajuda na questão do Auxílio Emergencial. Os moradores, por sua vez, já resolveram esta questão e estavam muito bem adiantados nisso.

Dois outros pontos relevantes e que não podem passar desapercebidos foi a já esperada estrutura racista do sistema — a maioria esmagadora dos residentes eram pretos — e que não há até então nenhum caso confirmado e aparente de COVID-19 na comunidade — resultado evidente da preocupação mútua e do cuidado entre todos.

Com isso, a bandeira que levantamos assim como todos os verdadeiros democratas é “só o povo defende o povo!”. Recado bem dado aos “humanistas” de ocasião como João Dória (que se esconde na crítica ao fascista Bolsonaro, mas que acaba de despejar famílias em Piracicaba durante uma pandemia!) por Priscila:

“Nós não queremos que olhem, só agora, para a comunidade. Sempre que quiserem nos ajudar, vocês e todos serão bem-vindos, não só num momento como este. Se tá difícil agora, imagina para nós!”.

Rompendo com o Imobilismo!
Povo Defende Povo!