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Brasil - Política - 4 de abril de 2020

Lucros acima de vidas: Santander implementa política genocida do governo militar

A MP 927, é a MP do governo dos generais e do fascista Bolsonaro permite que nossos salários sejam diminuídos (entre outras coisas que nos fazem pagar a conta da crise). Afinal é preciso que sejam diminuídos, para que a gente consiga salvar o lucro da burguesia, pois eles não podem abdicar 1% sequer de sua gula doentia pelo dinheiro.

Mas veja bem, as micro e pequenas empresas, provavelmente, serão as que mais adotarão isso, com lucros bem menores comparado aos gigantes e, se fizéssemos um esforço descomunal para tentar entender, seria o lado deles que entenderíamos.

Mas como não é novidade nenhuma, os gigantes se aproveitaram disso para explorar cada vez mais o trabalhador, não tiveram a capacidade mínima de doar um valor significativo as camadas que precisam, mas trataram de “em prol da economia” adotar a MP 927.

E o Santander, como grande “pioneiro”, saiu na frente e adotou – até o momento – a um ponto da MP que é do banco de horas.

A MP 927 estabelece que empresas possam estabelecer acordo de banco de horas diretamente com os empregados, sem a necessidade de participação dos sindicatos, para que o empregado possa compensar futuramente eventuais horas de inatividade devido à pandemia. O banco de horas devido pelo trabalhador poderá ser compensado em até 18 meses após o término da crise, e com duas horas extras por dia, limitado a uma jornada de dez horas.

Fonte: SP Bancarios

Façamos uma conta rápida de padaria, o Santander Brasil teve em 2017 R$ 7,99 bilhões de lucro líquido, em 2018 R$ 12,16 bilhões de lucro liquido e por fim em 2019 teve R$ 14,2 de lucro liquido, tendo em isso em nossas mãos, o Santander Brasil lucrou nos últimos 3 anos, anos esses que nos foi falado que estávamos em crise, o valor total de R$ 34,35 BILHÕES DE LUCRO LIQUIDO.

Tendo em conta que até onde conseguimos informações o número total de funcionários é de 47.000, e que a “média” salarial do Brasil é de R$ 2.340,00, vamos dizer que a média salarial do funcionário do Santander Brasil seja R$ 9.000,00, ou seja 384,6% acima da média, e agora supor que a crise do capital dure 6 meses, os salários dos funcionários custaria ao Santander R$ 2,538 bilhões durante esse período, que é exatamente 7,38% do lucro líquido acumulado apenas dos últimos três anos.

Fica a pergunta, será mesmo que somos nós trabalhadores que temos que pagar a conta?

Ou não deveriam os lucros astronômicos da grande burguesia, para variar, servir de resgate a quem faz a economia — e a história — ir adiante?

Esse atentado, em nome dos lucros, sempre será avaliado, do ponto de vista burguês, como uma mera necessidade econômica.

Afundados no fetiche que têm sobre o dinheiro e sobre as coisas, onde existem vidas, veem números; onde existe dependência salarial e necessidades materiais, veem sangue para sugar.

Isto não deve passar em branco.

É momento de lançar uma grande ofensiva unificada, tomando nas mãos os destinos das associações dos trabalhadores de oportunistas e pelegos para travar esse combate até a vitória.

Vidas não são números!
Trabalhadores valem mais lucros!

Pelo direita ao emprego digno e à saúde!

POR UMA GRANDE GREVE GERAL!