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Brasil - Política - 23 de abril de 2020

Ministro Nega Gravidade da Pandemia

Ricardo Lewandowski — atual ministro do STF — negou no dia 03 de abril um pedido de autorização para que o poder público passe a regular a utilização dos leitos de UTIs na rede privada enquanto durar a atual pandemia em que vivemos, ou seja: impediu o SUS de utilizar leitos privados, parados, mesmo em meio a pandemia, priorizando a propriedade privada em detrimento da vida.

Tal pedido foi realizado pelo PSOL — Partido Socialismo e Liberdade –, visando garantir uma atitude minimamente digna do poder público em face do atual cenário e foi negado alegando que ainda seria “cedo demais” para cogitar tais medidas.

Este acontecimento escancara os dois gumes de uma mesma faca: 1. A vida do trabalhador não é — nem nunca foi — alvo de interesse público por parte do nosso Velho Estado; 2. Os problemas do Velho Estado não podem ser resolvidos de dentro Velho Estado.

Por mais que a intenção do PSOL seja, em sua essência, boa e correta — afinal, o mínimo a ser feito numa situação de tamanha gravidade como a que nos encontramos seria ampliar o acesso aos serviços de saúde — de boas intenções o inferno está cheio e o mínimo para o povo trabalhador, dentro do Estado burguês é sempre impossível para as classes dominantes.

Não há boa intenção, ideário humanista ou qualquer outra medida dentro dos parâmetros institucionais que mude o fato de que nosso Estado opera a fim de assegurar os interesses de quem de fato manda por aqui — o latifúndio e o grande capital. Interesses esses em total desacordo com o popular.
Caso tenham que enterrar um a um dos corpos de nossa gente para assegurar o dinheiro e os lucros, assim fará, negando consecutivamente toda e qualquer medida que beneficie os trabalhadores – algo que já fez ao negar novamente mais uma tentativa de recorrência por parte do PSOL.

Dada a insuficiência das ações da fração mais “à esquerda” no âmbito eleitoreiro, qual seria então a resposta a altura para o total descompromisso e negligenciamento do povo?

Uma resposta efetiva. Uma saída popular.
Tal saída já foi expressa pela Liga Popular e é reforçada, aqui, por nós uma vez mais :

Os democratas e autênticos revolucionários, para travar tal combate, devem formar pequenos grupos, mobilizar desde sindicatos a associações de moradores, visando exigir do governo — de modo coletivo e organizado — a obtenção de itens de higiene e tratamento à doença necessários, além de recrutar profissionais da saúde que possam fornecer atendimento e apoio ao povo; formando, portanto, comitês populares de saúde pública.

Nosso inimigo não é só novo corona vírus, mas sim o carrasco de sempre: o Velho Estado e suas políticas genocidas antipovo. Que só podem ser combatidas com a mobilização popular.