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Brasil - Política - 15 de maio de 2020

Mourão e a Consolidação do Golpe Preventivo

Ontem, dia 14/05, o vice-presidente Hamilton Mourão foi a um dos monopólios da imprensa burguesa externar suas intenções.

Na fala, lemos coisas como:

Um estrago institucional que já vinha ocorrendo, mas agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos (…)

Mais adiante, o General expõe “quatro pontos” problemáticos em sua visão, que atacam a imprensa e o papel das outras instituições do Estado, privilegiando o papel preponderante do Executivo. Ao final, aponta a importância das “mais altas autoridades do país” para conter a crise e a pandemia.

O que isto tudo quer dizer?

Se anteriormente a Lava-Jato serviu como a mistificação burguesa da vez para revalidar as instituições do velho Estado, agora, a figura do “sensato Mourão” serve ao mesmo fim.

Fim este, aliás, que como a Lava-Jato, é o de aplicar o Golpe Contra Revolucionário Preventivo.

Não é por acaso que Mourão fala em “Limites e Responsabilidades” nesse momento. O fascista Bolsonaro, asfixiado pelas próprias ações suicidas, começa a representar entraves no avanço planificadamente sutil e “legalista” do Golpe supracitado.

Por consequência, neste confronto direto, vemos que a corda que Jair Messias enrolou no próprio pescoço começa a ser puxada.

Isto posto, ou esta fala simboliza o prelúdio da queda total de Jair Bolsonaro, ou a passagem acelerada do presidente atual ao cargo de Rainha da Inglaterra.

Em ambos os casos, a fala de Mourão é o anúncio claro da concretização definitiva do Golpe.

Para os democratas, marxistas e revolucionários brasileiros, só há uma opção: servir o povo.

Na atual circunstância, isso significa edificar os comitês sanitários populares resolutamente, buscando criar ainda mais laços com as massas populares, denunciando desde já o genocídio contra o povo.

Mas não só isso.

A ligação com as classes oprimidas pelo Velho Estado que os marxistas devem continuar criando serão, precisamente, as bases sólidas sobre as quais ergueremos as futuras e consequentes ações revolucionárias.

Mais do que nunca, e como sempre, insistimos em romper com o imobilismo, em defesa do povo brasileiro e pela Revolução de Nova Democracia ininterrupta ao Socialismo.