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Brasil - Política - 18 de fevereiro de 2020

Novo ataque do Velho Estado: mais poder ao latifúndio e mais destruição ambiental

Tramita no Congresso dos políticos serviçais da burguesia uma Medida Provisória (MP 901) que pode aumentar para 50% a área desmatada pelo latifúndio no Amapá e Roraima.

A medida está de acordo com o projeto de agudização do caráter semicolonial do capitalismo brasileiro, que se baseia na produção de commodities, enriquecimento do latifúndio a despeito da condição do povo, além de favorecer uma economia extremamente atrasada subordinada ao imperialismo, principalmente ianque.

No início, o plano de Bolsonaro era transferir terras da União para os Estados – uma descentralização que segue a estratégia de fragmentar medidas anti-populares a nível estadual para facilitar a execução. A execução do Fim da Previdência segue nessa direção.

Com a chegada do verão amazônico, a floresta seca e fica suscetível a incêndios, o principal método de derrubada
foto: prefeitura Diamantino (MT)

Os ideólogos dessa proposta, como os filhos do presidente, argumentam que a medida é benéfica para o aumento da ‘produção de produtos agrícolas’. No entanto, os beneficiados serão os latifundiários, se enriquecendo com mais exportações, enquanto a produção de alimentos para a mesa do brasileiro seguirá cada vez mais escassa. Na outra mão, a destruição do meio ambiente e da vida das populações dessas regiões seguirão em ritmo acelerado.

Dentro das casas legislativas do Velho Estado, soma-se a essa MP, a MP 910/2019 e um projeto de lei, ambos com objetivo de legalizar a grilagem (o primeiro anistiando grileiros) e permitir o garimpo e exploração dos recursos naturais de terras indígenas e demarcadas.

É necessário dizer que os latifundiários já desrespeitam esses limites legais e a medida só visa protegê-los da lei, que, na prática, raramente funciona a favor do povo.

Portanto, apesar do que possam dizer ideólogos do governo, esse retrocesso não trará nenhum progresso econômico, ao invés disso, trará mais desgraças para os povos nativos e populações os quais a sobrevivência depende dos recursos naturais. A floresta amazônica, maior floresta tropical do mundo, possui riquíssima biodiversidade, mas a grande burguesia do Velho Estado (incluindo o latifúndio e seus lacaios no governo) não hesitará em destruí-la se for para enriquecimento de sua classe.

Fonte: BBC Brasil.