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Brasil - Política - 4 de agosto de 2020

O Genocídio em Curso e a Dessensibilização do Povo

Enquanto escrevemos essas linhas, o Brasil chegou à marca de 80 mil mortes causadas pela pandemia do Novo Coronavírus.

Isso não é só uma consequência da letalidade da doença, como das práticas genocidas do governo de generais fascista, cuja cabeça é Jair Bolsonaro.

Com boas intenções, veículos da mídia e especialistas tentam fazer com que a população geral haja de maneira consciente, estimulando a quarentena e o isolamento social.

No entanto, isso demonstra ser quase impossível.

Hoje, a taxa de pessoas em quarentena (só no estado de São Paulo) cai sem parar, como prova qualquer caminhada nas ruas.
Antes disso, o isolamento social sequer alcançou os resultados ideais.

Tal coisa não é, apenas, uma irresponsabilidade generalizada, porém, uma necessidade das massas populares: necessidade não morrer de fome, visto que o desemprego bate recordes históricos e nunca vistos, conforme mostramos aqui na Revista AMIP.

Isto é, a crise em que estava afundado o Capitalismo Burocrático brasileiro foi agudizada pela pandemia. As barreiras materiais para lutar contra esta crise, desta maneira, aparecem como verdadeiras Muralhas da China.

Como se não fosse o suficiente, o ritmo mercadológico e acelerado da imprensa impõe uma dessensibilização sistemática nas massas populares.

A psicologia explica que, uma vez exposto repetida e gradualmente a um estímulo — ainda que negativo –, o indivíduo perde a capacidade de reagir a este estímulo com a intensidade de antes, noutros termos: naturaliza a situação.

Quer dizer: embora o Novo Corona Vírus faça novas vítimas sem parar, as notícias sobre isso já não impactam tanto a população, saturaram a percepção geral.

Assim, com a fleuma fria de uma pintura com rostos borrados, o Genocídio de Bolsonaro e do ACFA segue acontecendo.

Para combater essa situação, reforçamos que os progressistas e democratas brasileiros devem servir o povo, buscando aprofundar ainda mais a luta das massas pela dignidade negada.

Mais que isso, é preciso dar um rosto a este genocídio.
Precisamos mostrar a todos a face de quem está morrendo, contar suas histórias e dar, novamente, alma para esta situação desalmada.

As classes dominates brasileiras valorizam a transformação de pessoas em coisas.

Portanto, destruir isso, sensibilizando e humanizando nossa população, cooperando com quem luta, é um dever — por todos os seus ângulos — revolucionário.