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Mundo - Política - 17 de julho de 2020

Palestina Invisível

Desde o fim da década de 40, do século passado, quando Israel alcançou sua autonomia no seio do Levante, nasceu ali um problema de proporções proféticas.

Foi consolidado, com Israel, o futuro braço prático de intervenção imperialista — principalmente ianque — na região. Como se não bastasse, além disso, os sionistas passaram a usar de verdadeiras práticas genocidas para empurrar o povo palestino, que já estava ali previamente estabelecido, para fora do território.

Todo esse processo de imenso conflito e antagonismo, hoje, foi também cristalizado em um sutil, porém simbólico, apagamento da Palestina no Google Maps.

Segundo a embaixada da nação:

«A faixa de Gaza é mencionada e marcada, mas onde a Palestina existia agora é simplesmente uma parte da Grande Israel. Parece que a colonização EUA / Israel continua. Táticas de roubo de terras que serviram tão bem aos EUA na eliminação de seus povos indígenas foram repetidas no Oriente Médio»

Essa é uma sinalização do grande capital em, mais uma vez, demonstrar interesse no ataque à autonomia dos povos.

A libertação nacional e o direito à autodeterminação das nações é algo inalienável da luta comunista internacional, todavia, contrariamente é algo suprimido pelos imperialistas e pelo grande capital financeiro.

Uma nação oprimida, espoliada, ‘invisibilizada’ e destruída é o terreno mais fértil possível para a exploração de capital, via baratíssima mão-de-obra e possibilidade de escoamento de capitais e mercadorias.

Noutros termos, advogar pela autodeterminação dos povos é advogar pela mais elementar forma de resistência contra o imperialismo e o grande capital.

Em última análise, somente a revolução em nosso próprio país é expressão derradeira de internacionalismo. Até lá, com todas as forças, e por todos os meios, devemos denunciar os crimes contra os povos privados da própria autonomia — neste caso: o povo palestino.

Continuaremos, com todos os megafones possíveis, divulgando os crimes contra a Palestina, contra a autodeterminação. Nessa humilde expressão de internacionalismo, queremos incentivar o que o Presidente Mao ensinou:

«Os comunistas, sendo internacionalistas, podem ser ao mesmo tempo patriotas? Pensamos que não só podem mas também devem. São as condições históricas que determinam o conteúdo concreto do patriotismo. Existe o “patriotismo” dos agressores japoneses e o de Hitler, e há o nosso próprio patriotismo. No que se refere ao “patriotismo” dos agressores japoneses e de Hitler, os comunistas devem opor-se-lhe com resolução. (…) Mas as coisas são distintas para a China, que é a vítima da agressão. Por isso é que os comunistas chineses têm de unir o patriotismo ao internacionalismo. Nós somos ao mesmo tempo internacionalistas e patriotas, a nossa palavra de ordem é combater o invasor para defender a Pátria. Em relação a nós, o derrotismo constitui um crime e a luta pela vitória na resistência anti-japonesa um dever a que não podemos furtar-nos. Só o combate pela defesa da pátria permite que vençamos os agressores e libertemos a Nação. E só essa libertação tornará possível a emancipação do proletariado e do povo trabalhador.»