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Brasil - Mundo - Política - 12 de março de 2020

REFUTAR A FALÁCIA DE “ATRAIR INVESTIMENTOS” – LUTAR CONTRA BOLSONARO

O governo do fascista Jair Bolsonaro, em particular na pessoa de Paulo Guedes, afirma que a atual crise só será evitada com a implementação urgente de suas “reformas” antipovo.

Há alguma verdade nisso?
De modo algum.

Os problemas do capitalismo não podem ser resolvidos pelo próprio capitalismo, isto porque, apesar do que os economistas burgueses insistem em dizer, o problema econômico atual não é de causa externa (COVID-19 ou guerra comercial da OPEP contra a Rússia).

Dizemos isso, em primeiro lugar, pelo fato do fundamento de qualquer acontecimento ser de natureza interna, antes de externa. Tomemos um exemplo simples: poderia nascer de um ovo um cachorro? Por mais que cães cuidassem do destino daquele ovo?

É evidente que não.

O que está determinado pelo interior do ovo será, precisamente, o que determinará seu destino. Por isso mesmo, o que acontece ao capitalismo neste caso é natureza de sua própria determinação interna: as crises cíclicas.

Estas crises são inevitáveis, por um lado, pela tendência capitalista de revolucionar constantemente suas formas de produção, arrastando (em nome do lucro e da produção sem freio) uma multidão para o desemprego; de outro lado, as “soluções” baseadas em crédito e outros meios de manter o consumo sob o desgaste da falta de dinheiro nas mãos da grande maioria, apenas adia os problemas, até a enorme inadimplência empurrar a massa de desempregados para uma inércia econômica que, novamente, tudo paralisa, uma vez que também obstrui o consumo.

O que estamos vivendo no Brasil? Exatamente este fenômeno, inerente ao sistema capitalista.

Existe também um agravante: o Brasil é uma semi colônia das potências imperialistas, fator este que, além de tudo, adiciona a esta fórmula os problemas: da desindustrialização (que diminui ainda mais a oferta de emprego); do barateamento da mão-de-obra (quem empurra os trabalhadores para o subemprego e a informalidade); da alta concentração de terra nas mãos de latifundiários presos sob a lógica da monocultura exportadora (que priva a grande maioria do campo de terra, trabalho e a economia em geral de diversificação e mercado interno); e um câmbio nada simpático para quem não pertence às classes exportadoras (encarecendo ainda mais o custo de vida do assalariado).

Dito isto, como diabos o governo boçal de Bolsonaro dá como solução “atrair investimentos estrangeiros”? As outras “reformas” antipovo que tiraram direitos trabalhistas, acabaram com a aposentadoria e desvalorizaram ainda mais a mão-de-obra não fizeram isso? Até quando teremos que socializar os prejuízos dos ricos, enquanto estes mantêm privados os lucros?

Nenhum tipo de “investimento” faria mais que afundar o país em novas dívidas impagáveis, cobrando ainda mais conquistas dos trabalhadores e afundando a gente comum na miséria. “Atrair investimentos”, conforme cada “reforma” nova provou, só significa atacar ainda mais o pobre.

Isto posto, é urgente que todo democrata, patriota e marxista honesto una forças com seus companheiros, amigos e colegas, chamando às massas para as ruas, conclamando greves e estabelecendo uma ação incansável de combate, refutação e denúncia das medidas reacionárias do fascista Bolsonaro e Cia, além da exigência imediata da revogação de todas as demais “reformas” que já atingem o povo.

É preciso demonstrar que somente dando terra a quem trabalha, diminuindo as jornadas de trabalho com aumento dos salários e, no processo, industrializando a nação e (re)estatizando todos os setores estratégicos da produção sob um governo conjunto das classes anti-imperialistas — numa palavra: Nova Democracia, ininterrupta ao socialismo — é que podemos tirar o povo trabalhador da miséria.

À luta!