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Brasil - Política - 3 de março de 2020

Repressão do governo Dória e a falência das Centrais Sindicais e seus dirigentes

Em meio a confronto entre Tropa de Choque e servidores públicos, o dia de hoje foi marcado por mais um ataque do Velho Estado ao povo. A Reforma da Previdência foi aprovada por 59 votos. O trabalhador mais uma vez será penalizado pela “crise” e seu sangue será sugado pra enriquecer banqueiros e latifundiários.

A aprovação da Reforma, compromisso do serviçal do imperialismo e da classe dominante, Bolsonaro, vinha na estratégia, como já comentamos em outra ocasião, de ser aprovada de uma forma ‘descentralizada’.

A Criminosa Reforma

Como era difícil sua aprovação a nível federal, o Velho Estado e as várias siglas do Partido Único (incluindo as de “esquerda” como o PT), entraram em consenso de que ela devia ser fragmentada e aprovada em emendas nos Estados. Tal fato já era divulgado pelo monopólio de mídia meses antes.

Entre aumento das alíquotas de INSS (de 11% para 14%), num dos sistemas tributários mais regressivos do mundo e tempo mínimo de 25 anos de contribuição, a criminosa Emenda foi aprovada com a condição de idade: mínimo de 62 anos para mulher e 65 para homem.

Isto num país onde não há qualquer dignidade na vida de um idoso, nem em termos de lazer, muito menos em saúde e acessibilidade.

O cenário em que se selou o destino de muitos trabalhadores foi caracterizado pelas típicas práticas do Fascismo. A Tropa de Choque “protegeu” o forte da burguesia: a Assembléia Legislativa (ALESP) teria sida ocupada pelos servidores públicos, porém foram impedidos pela repressão e tiros de borracha.

Dória, como cínico velho político da burguesia que é, ironizou a situação dizendo que foram os professores que agrediram a polícia. Com toda justiça do mundo, os trabalhadores furiosos não aceitaram passivamente.

De modo heroico, os servidores públicos enfrentaram a repressão e quase conseguiram ocupar a sala onde a camarilha corrupta decidia seus interesses, mas que foi efetivamente bloqueada pelos inimigos de classe.

A Falência do Sindicalismo Pelego

No entanto, o que deveria surpreender em primeiro lugar, não deveria ser a burguesia e seus carrascos reprimindo e explorando de forma vil o povo. Ao contrário, a total falta de organização e estratégia da resistência por parte das Centrais Sindicais. Por que estas, cientes de todo o processo, que como dissemos foi amplamente divulgado pela grande mídia, não ofereceram uma resistência mínima à Reforma? Hoje, usaram os companheiros servidores do Estado como bucha de canhão para encenar uma reação. Isso só evidencia o que os marxistas e democratas honestos já sabem: o peleguismo e os traidores da classe são a causa interna e principal do problema.

Se hoje os trabalhadores sofrem as ações mais fascistas e reacionárias do neoliberalismo de Bolsonaro e sua trupe, é porque os que dizem defender os trabalhadores não o fazem e ainda usam o nome de “comunistas”, “trabalhistas”, “democratas”, para iludir e enganar o povo.

Nem tudo está perdido

Contudo, não adianta só lamentar. Cabem aos conscientes da nossa classe, aos trabalhadores intelectuais e aos combativos, que não caíram no canto da sereia do Oportunismo, se organizarem e levantarem a bandeira da Revolução de Nova Democracia, do combate ao imperialismo e à burguesia burocrática, além de denunciar todos os oportunistas de classe em todas as categorias. Denunciar o mal caratismo dessa estirpe é o primeiro passo. Organizar uma alternativa (e ela existe) fora disso é o segundo passo.

Em suma, nenhuma organização, partido ou associação de trabalhadores pode responder aos anseios do povo senão guiadas pela ideologia Revolucionária do marxismo, que se demonstre na prática: rejeitando a farsa eleitoral e levantando a bandeira da Nova Democracia.

ABAIXO AO PARTIDO ÚNICO DA BURGUESIA E SEUS LACAIOS!

ABAIXO OS OPORTUNISTAS DE CLASSE!

VIVA A REVOLUÇÃO DE NOVA DEMOCRACIA!