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Brasil - Política - 25 de novembro de 2020

Sobre o Amapá

O velho Estado tem uma imparável ânsia pela morte, age como se possuísse tentáculos de pura podridão, que tocam em todos os aspectos da vida das massas trabalhadoras.

Já não bastasse a negligência que ceifou centenas de milhares de vida na pandemia, além da permissividade e apoio às queimadas de latifundiários no pantanal, bem como os inúmeros homicídios cometidos por policiais contra os pobres, a nefasta crueldade do Golpe Militar Preventivo atinge agora o Amapá.

Há dias sem iluminação pública, no meio da necessidade de hospitais e serviços de abastecimento de todo o tipo, a unidade federativa caminha para o caos.

A ingerência pregressa, que gerou (em acúmulo) todos esses males, é fruto da apropriação privada da prestação de um serviço essencial. Nomeadamente, fruto das ações de Waldir Góes (PDT) que, serviçal da burguesia compradora, deixou a rede nas mãos da Isolux.

Não apenas, aliás, é o Sr. Waldir vassalo leal dos interesses privados, como também a união federativa inteira, visto que há ainda a Medida Provisória (MP) 998/20, em andamento no Congresso Nacional, que obriga e dá um prazo até junho de 2021 para o Amapá privatizar o que restou da distribuidora estadual.

O povo está, caso dependa da boa vontade dos parasitas do Estado, condenado à barbárie.

Só que onde há opressão, há resistência.

Os democratas, patriotas e marxistas da região têm o dever de servir o povo com intensa energia! Porque a única saída é contar com a força infinita e criadora das massas populares, assim como com a capacidade de luta da população.

É preciso invadir prédios públicos cobrando a imediata retomada do fornecimento; organizar saques; organizar greves e demonstrações por todas as cidades.

Quanto às pessoas conscientes e honestas fora do Amapá, é preciso fazer essa mesma agitação, organizar transporte e fornecimento de alimentos, água baterias, geradores e combustível, revelar a culpa do velho Estado de capitalismo burocrático, além do papel objetivamente assassino que as privatizações de serviços públicos têm em nosso solo.

Sem essa agitação, sem essa mobilização que tem a capacidade real de demonstrar ao povo — por sua própria experiência — seu poder real de mobilização e capacidade de luta, teremos tanta culpa no sofrimento do povo do Amapá quanto os reacionários.

Portanto, só existe uma resposta adequada aos tentáculos de pura podridão do velho Estado genocida: o fogo incessante da espada de luta dos novos tempos!