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Mundo - Política - 3 de setembro de 2020

Todo Bilionário é Golpista

Os bilionários não enriquecem por esforço, empreendedorismo e intrepidez: mas por exploração do próximo.

Não poderia ser diferente. O capital é formado pela escravidão assalariada. Sem salário, sem capital, sem capitalismo.
A este respeito, resumiu Marx:

“(…) qual é a lei geral que determina a queda e a subida do salário e do lucro na sua relação recíproca? Estão na razão inversa um do outro. A quota-parte do capital, o lucro, sobe na mesma proporção em que a quota-parte do trabalho, a jorna, desce, e inversamente. O lucro sobe na medida em que o salário desce, e desce na medida em que o salário sobe.”

Pela mesma razão, portanto:

“(…) os que nela [na sociedade trabalham] trabalham não ganham, e os que nela ganham não trabalham. Toda esta objecção vai dar à tautologia de que deixa de haver trabalho assalariado assim que deixar de haver capital.”

Modernamente, quando os bancos passaram à fase monopolista, fomentaram ainda mais lucros aos capitalistas, visto que permitiram mais e mais créditos para o acúmulo de trabalho morto (ou capital), maquinaria e matérias-primas.
Lênin ensinou:

“À medida que vão aumentando as operações bancárias e se concentram num número reduzido de estabelecimentos, os bancos convertem-se, de modestos intermediários que eram antes, em monopolistas onipotentes, que dispõem de quase todo o capital-dinheiro do conjunto dos capitalistas e pequenos patrões, bem como da maior parte dos meios de produção e das fontes de matérias-primas de um ou de muitos países. Esta transformação dos numerosos modestos intermediários num punhado de monopolistas constitui um dos processos fundamentais da transformação do capitalismo em imperialismo capitalista (…)”

A consequência derradeira desse acúmulo enorme de capital e concessão de crédito é a necessidade de exportar capitais. Isto é natural, visto que há um limite nacional para a circulação, investimento e a aplicação de capital na produção.

Esta exportação, por sua vez, é apenas possível pela constante e acelerada mercantilização cosmopolita de toda a sociedade, todas as nações e, em linhas gerais, é assim (e pelos seguintes motivos) dado:

“Enquanto o capitalismo for capitalismo, o excedente de capital não é consagrado à elevação do nível de vida das massas do país, pois significaria a diminuição dos lucros dos capitalistas, mas ao aumento desses lucros através da exportação de capitais para o estrangeiro, para os países atrasados. Nestes países atrasados o lucro é em geral elevado, pois os capitais são escassos, o preço da terra e os salários relativamente baixos, e as matérias-primas baratas.”

O imperialismo seria inerte se encontrasse o mais rígido protecionismo em todo o terceiro mundo, ou no mínimo bastante ineficaz. Para existir de maneira consequente precisa fazer alianças com as classes dominantes dos países atrasados. Como vimos, o lucro decorre da rentabilidade de matérias-primas e força de trabalho barata. Dessa forma, os rentistas estrangeiros têm como grandes aliados os latifundiários e a burguesia compradora.
O Pte. Mao assim descreveu essas classes:

“(…) a classe dos senhores de terras e a
burguesia compradora são uns vassalos perfeitos da burguesia internacional; a sua existência e desenvolvimento dependem do imperialismo. Tais classes representam as relações de produção mais atrasadas e mais reaccionárias (…)”

Como é fácil deduzir, o poder econômico e político das duas classes citadas é bem grande nas semicolônias.

Não precisamos aprofundar demais nossas investigações na história e economia do Brasil para sabermos do que acontece com quem ameaça o latifúndio (temos exemplos de João Goulart ao Massacre de Pau D’Arco) ou do enorme privilégio do capital estrangeiro em nossas terras, mesmo em estatais como a Petrobras — com 41% de investidores estrangeiros.

Esse poder das classes dominantes ligadas ao imperialismo, como vimos, alimenta o lucro e os bilhões dos capitalistas do primeiro mundo.

Por conseguinte, é bastante claro que estes bilionários — declaradamente, como Elon Musk, ou não — apoiarão e até financiarão as mais graves violações contra os direitos dos povos do chamado terceiro mundo.

Facínoras asquerosos como Bezos, Musk e muitos outros existem — como sanguessugas gordos — às custas do sangue de bilhões.

No afã do trabalho, cresce o capital.

Isso tudo enfatiza que a tarefa de todo comunista que vive em países coloniais e semicoloniais hoje é a de combater o imperialismo e o atraso: pela Revolução Democrática conduzida pelo proletariado, por isso, de Novo Tipo e ininterrupta ao socialismo.