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Agitação - Política - 1 semana ago

A “Autonomia” do Banco Central: Novo Ataque ao Povo Brasileiro

Há mais de três décadas os velhos caciques da burguesia compradora, no congresso, articulavam pela realização da chamada “autonomia” do Banco Central. 

E por quê? 

Hoje, o Banco Central deve obedecer ao projeto econômico do gerente de turno no executivo. Isso significa, por consequência, que um presidente eleito tem poder para aplicar sua pauta econômica tanto com um ministro da economia alinhado aos seus ideais, quanto com um presidente do Banco Central aplicando políticas ali que sirvam aos seus projetos. 

Com essa “autonomia”, ou subserviência direta aos interesses do grande capital, o presidente eleito (no papel, o representante democrático dos anseios do povo, inclusive na economia) deixa de poder escolher os mandatários do BC, dessa forma, deixando a escolha à própria instituição.

A grande mídia burguesa explica nesses termos isso tudo:

“A atual proposta determina que essas autoridades fiquem em seus cargos por quatro anos não coincidentes com o mandato do presidente da República. Pela regra, os mandatos devem começar sempre no 1º dia útil do 3º ano de cada governo.”

O que a CNN, Paulo Guedes e os crápulas entreguistas da ACFA que tutelam Bolsonaro não explicam, porém, é o seguinte: além de inconstitucional, essa medida coloca diretamente na mão dos grandes bancos o controle de toda a economia do país.

Afinal de contas, num país com repetidos casos de ministros da fazenda saídos dos bancos privados (como Henrique Meirelles e Joaquim Levy), há alguma razão para acreditar que essa infiltração não ocorreria num Banco Central desligado da fiscalização do Executivo?

Usamos aqui as palavras de Maria L. Fattorelli, que ilustram com significativa exatidão os perigos envolvidos:

“Tornar o Banco Central ‘autônomo’, imune à interferência de qualquer ministério ou órgão público, amplia e torna definitiva a captura da política monetária do país pelo setor financeiro privado, colocando em grave risco a soberania financeira e monetária do país, com sérios danos às finanças públicas, à economia e a toda a sociedade”

Resumidamente, essa medida é mais uma que visa transferir órgãos públicos para o poder privado. Mais uma medida, portanto, de descarado roubo — post omnes, quem manobrará com a economia da nação serão os bancos monopolistas, seguindo os próprios interesses, custe ao povo o que custar.

Isto posto, o que devemos fazer a respeito?

O erro reformista e oportunista será o de sempre: defender as sagradas instituições do velho Estado e sua carcomida constituição. 

Devemos evitar esse caminho. 

Primeiro, usando a denúncia para desmascarar o caráter do Estado, demonstrando quem realmente manda nele. 

Segundo, explicando ao povo que essa medida faz parte de outras várias que, juntas, manterão o congelamento atual dos salários, aumentarão a inflação ainda mais e tornarão tudo mais difícil, à vista do fato óbvio de que os bancos mandando na economia servirão os próprios interesses, não o do povo desempregado e desalentado. 

Por fim, demonstrando o antagonismo inerente nos interesses de bancos monopolistas e das massas populares, uma vez que diante da atual miséria das últimas, os primeiros só engordaram ao infinito os próprios bolsos.

Logo, nossas tarefas podem ser resumidas em: explicar o antagonismo entre o grande capital e o povo e, então, agitar as massas contra esse avanço do poder dos banqueiros — sem tirar do horizonte, nem por um instante, que a felicidade verdadeira da nação só virá com a derrota completa do velho Estado e a instauração de uma Nova Democracia, ininterrupta ao Socialismo.


Nota da redação da AMIP!

Afim de denunciar mais esse ataque do velho estado. Deixamos abaixo o link de uma IDEIA LEGISLATIVA onde caso atinja 20.000 apoios vai para o senado para discussão.

Sabemos que mesmo que isso aconteça, nada será feito e não será aprovado, mas nossa intenção aqui é denunciar e educar nesse processo.

VOTE CONTRA A AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL