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Agitação - Brasil - Política - 3 dias ago

NOTA CONJUNTA: ASSOCIAÇÃO DEMOCRÁTICA BRASILEIRA(ADB) /MOVIMENTO COMBATE(r)

A AMIP em 30 de outubro de 2019 reproduziu uma nota da Liga Popular [LP] com o seguinte titulo Liga Popular: Por Uma Frente Única de Lutas Contra Bolsonaro, se você quiser ler na integra, pode acessar o link. E, hoje, a AMIP vem celebrar, reproduzindo uma nota conjunta da materialização do que foi essa proposição de outrora, realizada pela ADB e pelo COMBATE(r).


NOTA CONJUNTA: ASSOCIAÇÃO DEMOCRÁTICA BRASILEIRA(ADB) /MOVIMENTO COMBATE(r)

No dia 07 (sete) de junho de 2021, os representantes dos órgãos de direção da Associação Democrática Brasileira (ADB) e do Movimento COMBATE (r) se reuniram com o objetivo de dar o primeiro passo de conexão nacional entre movimentos democráticos no contexto de crise política e econômica do capitalismo burocrático brasileiro “solucionada” pela grande burguesia e pelos latifundiários com Golpe Militar Contrarrevolucionário Preventivo, de criminalização do movimento camponês (em especial, a Liga dos Camponeses Pobres) e de revolta popular tomando as ruas contra o governo genocida de Jair Bolsonaro e dos Generais do Alto Comando das Forças Armadas.

Foi debatido e resolvido entre os integrantes dos movimentos a necessidade desta Coalizão de Movimentos Democráticos como passo inicial e a importância da sua continuidade com todos os movimentos democráticos Brasil a fora para:

  1. combater o oportunismo eleitoreiro que mina a combatividade das massas;
  2. investigar as reais necessidades das massas dos locais nos quais as organizações estão inseridas por todos os meios necessários;
  3. desenvolver um trabalho de agitação sobre consignas únicas por todo o Brasil nas novas manifestações (e até mesmo fora destas) instigando o povo brasileiro à combatividade, à exigência irrecusável das pautas;
  4. construir um trabalho conjunto de propaganda da linha teórica por todas as formas possíveis, pois, para sermos a vanguarda do proletariado, é essencial levar a teoria revolucionária para as bases das entidades orgânicas e dos partidos oportunistas e dos outros mecanismos de representação das massas trabalhadoras.

Para tanto, foi explicitado que, quando da última “Assembleia” Nacional gerenciada pelas organizações oportunistas e protagonizada, principalmente, por militantes e dirigentes do PSOL no dia 01 (um) de junho de 2021, os links com o formulário de inscrição na assembleia com direito à fala de nada serviram para, de fato, participar e marcar nossas posições contra o prazo demasiadamente postergado do próximo ato e levantar nossas bandeiras de Greve Geral (coisa não exposta por nenhuma organização ou partido até o presente momento) para o povo brasileiro explorado e oprimido. Ao contrário, a transmissão boicotou a participação de posições mais sérias, aliadas ao sentimento de revolta das massas.

Hoje, apesar da pandemia do COVID-19, vemos que as massas vão às ruas justamente pela urgência de irem, de expressarem seu ódio à situação nacional, da mesma maneira que vai às ruas para trabalhar. Em puro contraste, o oportunismo e seus braços sindicais mal conseguem fazer uma greve decente (como as últimas demonstraram), sempre com a data e o horário (!) muito bem definidos para não prejudicarem as classes dominantes. Por fim, este imobilismo proposital dos últimos anos, principalmente desde 2019, tenta puxar o freio do verdadeiro caminhão que são as massas revoltosas.

Além disso, foi muito bem identificado que as manifestações de 29 de maio aconteceram apesar do oportunismo eleitoreiro, porque este se viu obrigado a “assumir” a defesa de ir às ruas, o que outrora não o fazia para, novamente, garantir votos em 2022 para a volta de Luiz Inácio ao poder.

Em suma, nossa denúncia contra o oportunismo de modo geral se repousa não apenas no fato destes não analisarem as contradições basilares do Brasil e da crise que nos assola, mas, em especial, no de insistir em ações ineficazes e inúteis – como panelaços, notas de repúdio, greves parciais, tuitaços e afins – que somente tenta puxar para trás a roda da história. Com isso, ressaltamos a importância de trabalharmos em todo território nacional para a absorção dos melhores elementos das classes antiimperialistas e, com isso, forjar a vanguarda do proletariado, pois, através disto, as revoltas populares orgânicas não perderão força com o passar dos dias e das semanas, pelo contrário. Isto é justificado num momento em que as massas trabalhadoras já se encontram desgarradas ou em vias de descrença para com o oportunismo de siglas como PT, Pecedobê, PSOL, PDT, PCBrasileiro, dentre outras.

Com efeito, esta incoerência e ineficiência consequente dos limites reformistas e oportunistas transformam essas lideranças em inimigas do seu próprio povo e dos democratas genuínos. As bases dos partidos eleitoreiros estão se desgastando com suas lideranças e, ao mesmo tempo, a juventude e as massas organizadas e teoricamente avançadas estão criando as bases de um movimento de massas frutífero. Isto é, sem dúvida, consequência do momento histórico em que vivemos.

Isto posto, fica evidente que é o momento dos marxistas, patriotas, democratas e autênticos progressistas debater e buscar a necessidade de unidade prática, na luta. A nosso ver, é esta a ordem do dia.

Deixemos claro: não nos apresentamos como os donos da verdade, mas como esclarecedores da realidade como ela é, fornecendo a crítica concreta. É preciso mostrar ao povo brasileiro e àqueles organizados ou não que os resultados das vias oportunistas, eleitoreiras e também as revisionistas não levou a lugar algum, a não ser a situação que enfrentamos agora.

Dito isto, convidamos TODAS as organizações democráticas e marxistas que se interessarem a ingressarem conosco neste caminho. Ao lado do nosso povo, nas ruas, nos locais de trabalho e de estudo, em todo lugar, gritaremos:

REBELAR-SE É JUSTO! ELEIÇÃO É FARSA!